segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Eleições

Os costumes distintos me surpreendem aqui na Espanha. Ontem foi o dia das eleições gerais.
Não fosse pelos debates e notícias na tv e jornais não havia sinal visível de campanha eleitoral nas ruas.
Aquí não existe aquela execrável enxurrada de santinhos eleitorais que entopem a paciência e os bueiros.
Na última eleição no Brasil, perto de casa um helicóptero jogou milhares de panfletos ar abaixo,  sem falar nos cartazes e painéis de todo tipo forrando qualquer superfície vertical,  nos cavaletes nas margens das rodovías. Lembro de um temporal que os arrastou para o meio das pistas, pondo em risco a segurança no trânsito  Quanto desperdício. Aqui na semana anterior as eleições, cada partido enviou pelo correio um envelope com suas propostas e a lista dos candidatos em um envelope endereçado ao eleitor específico. Ajustiça eleitoral envia a correspondência informando o endereço onde deverá ir para votar E isto foi tudo.
Não há título de eleitor, usa-se a carteira de identidade  e o voto não é obrigatório.
Ontem acompanhei a Mariângela as urnas. Em um salão de uma escola, junto das paredes, várias urnas onde são conferidos os dados do eleitor e depositado o voto em uma delas. O salão  fica lotado de gente conversando, e até um cachorro eu vi. O espanhol não perde oportunidade para uma boa conversa.


Correspondência da caixa de correio

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